Cirurgia Torácica e Via Aérea Pediátrica
A cirurgia torácica pediátrica e os cuidados com a via aérea exigem atenção especializada e técnicas seguras para tratar condições que afetam diretamente a respiração e o desenvolvimento pulmonar das crianças.
O objetivo é proporcionar qualidade de vida desde os primeiros sinais, com avaliação criteriosa e acompanhamento contínuo.
Cuidados à Traqueostomia
Acompanhamento próximo para crianças com traqueostomia, incluindo trocas de cânula e orientações claras aos pais para o manejo seguro em casa.
Cuidados à Traqueostomia
Pectus Carinatum (Peito de Pombo)
Acompanhamento próximo para crianças com traqueostomia, incluindo trocas de cânula e orientações claras aos pais para o manejo seguro em casa.
Tratamento para correção estética e funcional de deformidades do tórax, proporcionando melhorias respiratórias e na autoestima da criança.
Malformações Pulmonares Congênitas
Hiperidrose Infantil
Cirurgia indicada para casos de suor excessivo que impactam a rotina e a confiança da criança, com técnicas minimamente invasivas e recuperação rápida.
Avaliação e cirurgia segura para remoção de cistos ou massas pulmonares, preservando a função respiratória e prevenindo complicações.
Seguimento
Pós-Atresia de Esôfago
Traqueomalácia
Diagnóstico e manejo individualizado para casos de flacidez na traqueia, reduzindo sintomas como chiado e dificuldade para respirar.
Acompanhamento contínuo de crianças operadas, com foco em nutrição adequada, prevenção de complicações e qualidade de vida.
Acompanhamento de traqueostomia
A traqueostomia exige atenção diária para garantir a respiração adequada e prevenir complicações.
Principais recomendações:
🫧 Higienize bem as mãos antes de manipular a cânula.
🧴 Cuidado extra com a fixação da traqueostomia! É um momento delicado que deverá sempre ser realizado com atenção para evitar decanulacão acidental.
💨 Mantenha o ambiente limpo e levemente umidificado para evitar acúmulo de secreção. O uso de filtros também pode ser um aliado, converse com seu médico.
🔄 As trocas de cânulas devem ser realizadas de maneira periódica. O tempo de intervalo depende do fabricante de cada cânula
Atenção durante a aspiração da cânula de traqueostomia! Evite introduzir muito a sonda, isso pode gerar trauma traqueal e sangramento no momento da aspiração.
"Durante tosse ou aspiração meu filho apresenta sangramento pela traqueostomia, devo me preocupar?"
Em geral os sangramentos são autolimitados (se resolvem sozinhos) e em pequena quantidade, mas sempre converse com seu médico para entender as causas e como evitar.
🚨 Procure ajuda médica se houver mudança no aspecto da secreção traqueal ou no padrão respiratório.
Hiperidrose
A hiperidrose é uma condição caracterizada pela produção excessiva de suor, que ocorre geralmente em áreas específicas como mãos e axilas, e pode causar desconforto físico, constrangimento social e até mesmo dificuldade em atividades diárias simples, como escrever ou segurar objetos.
A hiper-hidrose não é sinal de ansiedade ou nervosismo, embora possa se agravar nessas situações. Apesar de não representar risco à saúde, pode ter grande impacto emocional e social. Crianças e adolescentes podem evitar contato físico, sentir vergonha de participar de atividades escolares, esportivas ou sociais, e apresentar queda da autoestima.
Quando o suor excessivo é persistente e interfere significativamente nas atividades do dia a dia, pode ser indicado o tratamento cirúrgico, conhecido como simpatectomia torácica.
Esse procedimento tem como objetivo interromper os estímulos nervosos que causam o suor excessivo, atuando sobre os gânglios simpáticos torácicos.
A técnica é realizada por cirurgia toracoscópica minimamente invasiva, com pequenas incisões e recuperação rápida, sempre em ambiente hospitalar e com equipe de anestesia pediátrica.
A decisão de indicar o tratamento cirúrgico deve ser tomada após avaliação criteriosa do quadro clínico e da intensidade dos sintomas.
O acompanhamento por um cirurgião pediátrico com experiência em cirurgia toracoscópica garante maior segurança, técnica refinada e cuidado adaptado à idade da criança ou adolescente.
Pectus Excavatum
É a alteração mais comum da parede torácica em crianças e adolescentes, e pode variar desde formas leves, quase imperceptíveis, até casos mais acentuados, em que o afundamento é evidente.
A condição geralmente torna-se mais perceptível com o crescimento, especialmente durante a puberdade, quando o corpo passa por mudanças rápidas.
Embora em muitos casos o pectus excavatum não cause sintomas físicos importantes, ele pode influenciar a postura e a autoconfiança da criança ou do adolescente.
A maioria das crianças com pectus excavatum não apresenta limitações importantes nas atividades diárias.
A decisão sobre o tratamento é sempre individualizada, levando em conta a idade, o grau da deformidade, os sintomas e o impacto emocional.
O pectus excavatum, apesar de comum, pode gerar dúvidas e preocupações para as famílias. A avaliação adequada permite identificar quando o tratamento é realmente necessário e garantir que cada decisão seja tomada com segurança, sensibilidade e informação.
Eventração diafragmática
A enventração diafragmática é uma alteração rara em que o diafragma — músculo responsável por ajudar na respiração — apresenta uma fraqueza ou elevação anormal, fazendo com que parte dos órgãos abdominais se projetem para dentro do tórax.
Os sintomas podem variar conforme o grau de elevação. Em casos leves, a criança pode não apresentar sinais e o diagnóstico é feito por acaso, em um exame de imagem. Nos casos mais graves, podem surgir sintomas como dificuldade respiratória, esforço para respirar, infecções respiratórias de repetição ou necessidade de ventilação mecânica, especialmente em recém-nascidos e lactentes.
A enventração pode ser congênita, quando está presente desde o nascimento, ou adquirida, após cirurgias ou traumas na região.
O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da repercussão respiratória.
Atualmente, a correção pode ser realizada por técnicas minimamente invasivas, como a videotoracoscopia, que permitem uma recuperação mais rápida e menos dolorosa.
Se seu filho recebeu esse diagnóstico ou apresenta sintomas semelhantes, agende uma consulta. Um acompanhamento especializado é essencial para definir o melhor momento e forma de tratamento, garantindo segurança e bem-estar à criança.
Hérnia Diafragmática Congênita
A hérnia diafragmática congênita é uma malformação presente ao nascimento em que existe uma abertura anormal no diafragma — o músculo que separa o tórax do abdômen.
Por essa abertura, órgãos abdominais como o intestino, o estômago e o fígado podem subir para o tórax, ocupando o espaço destinado ao pulmão e dificultando seu desenvolvimento e funcionamento adequados.
Principais tipos e diferenças
Hérnia de Morgagni
• É mais rara.
• Localiza-se na porção anterior, próxima ao esterno (região retroesternal).
• Pode ser descoberta apenas em exames de imagem, quando não provoca sintomas evidentes.
Hérnia de Bochdalek
• É a forma mais comum.
• Ocorre na parte posterior e lateral do diafragma, geralmente do lado esquerdo.
• Está frequentemente associada à compressão do pulmão e do coração pelo deslocamento dos órgãos abdominais.
Diagnóstico
Tratamento
O diagnóstico costuma ser feito ainda durante a gestação, por meio de ultrassonografia pré-natal, que permite identificar a presença de órgãos abdominais no tórax e avaliar o desenvolvimento pulmonar do bebê.
Após o nascimento, o diagnóstico pode ser confirmado por radiografia ou tomografia do tórax.
O tratamento é cirúrgico, e consiste em recolocar os órgãos na cavidade abdominal e fechar a abertura no diafragma.
A decisão sobre o momento ideal e a forma de tratamento deve sempre ser tomada por uma equipe especializada em cirurgia pediátrica e terapia intensiva neonatal.
Importante:
O diagnóstico precoce da hérnia diafragmática congênita durante o período pré-natal é fundamental para o planejamento do parto e para garantir que o bebê receba o cuidado adequado logo após o nascimento.
O acompanhamento com cirurgião pediátrico e equipe multidisciplinar permite orientar a família, discutir o tratamento e oferecer o suporte necessário em todas as etapas.
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